
O Governo de Minas amplia a presença do poder público em áreas de maior vulnerabilidade social e com histórico de influência do crime organizado em Belo Horizonte. Por meio do projeto Presença do Estado em Áreas Vulneráveis, são integradas ações de segurança pública, infraestrutura urbana, saúde, educação, cultura, desenvolvimento social e geração de oportunidades.
A iniciativa já removeu 184 veículos abandonados e mais de 300 pontos de pichação associados ao crime organizado. Também foram realizadas cinco edições do Governo Presente, com mais de 4 mil atendimentos, além de investimentos em escolas, unidades de saúde e espaços públicos.
“É um plano de ação construído a partir dos problemas reais identificados no território pela polícia. A primeira etapa é voltada à segurança e à ordem pública, além da articulação com a prefeitura para ações de limpeza urbana, remoção de veículos e iluminação pública. Em seguida, chegam os serviços mais estruturantes do Estado, como educação, saúde, cultura e esportes”, explica Clara Pinheiro, superintendente de Assessoramento Técnico da Secretaria de Estado de Casa Civil.
Iniciado no Aglomerado da Serra, território-piloto, o projeto foi ampliado para Pedreira Prado Lopes, Cabana Pai Tomaz, Vila Cemig e Morro das Pedras. Coordenada pela Secretaria de Estado de Casa Civil, em parceria com os órgãos de Segurança Pública, a estratégia reúne 11 instituições estaduais e busca fortalecer a presença permanente do poder público nas comunidades.
Segurança e serviços públicos
As ações incluem reforço do policiamento territorial, bases comunitárias móveis, ferramentas tecnológicas de monitoramento, retirada de pichações e limpeza de espaços públicos. Em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, também são realizadas intervenções em demandas de coleta de lixo e iluminação pública.
As Praças de Serviços levam atendimentos diretamente às comunidades, como emissão de documentos, vacinação e qualificação profissional. Na saúde, a Carreta de Especialidades e o Vacimóvel somaram mais de 300 atendimentos em áreas como otorrinolaringologia, dermatologia e angiologia. Também foram destinados R$ 1,92 milhão, entre investimentos e custeio, às Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos territórios atendidos.
“Já removemos mais de 180 veículos abandonados e mais de 300 pontos de pichação com simbologias ligadas ao crime organizado. Também realizamos cinco edições do Governo Presente, levando serviços como emissão de documentos, vacinação e qualificação profissional diretamente às comunidades”, destaca Clara Pinheiro.
Investimentos em educação e desenvolvimento social
Na educação, mais de R$ 470 mil foram aplicados em melhorias nas escolas estaduais. O projeto também oferece cursos de capacitação profissional, promovidos pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), e palestras de prevenção à criminalidade.
Na Vila Cafezal, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) instalou uma Caixa-Estante em uma associação comunitária. Já a Praça de Esportes do Cafezal recebeu R$ 130.346,54 para revitalização por meio do projeto Minas Urbano. A iniciativa também prevê o pré-cadastro de famílias no programa Moradas Gerais.
Para identificar as principais demandas da população, foi realizada uma Pesquisa de Percepção Social no Aglomerado da Serra, com 419 questionários.
“Nossa ideia com o projeto não é só fazer uma ação pontual do governo, é sim criar uma rotina ali no território. Então essas ações seguem um cronograma semanal e elas estão acontecendo recorrentemente, também com a identificação de novos problemas, e aí a gente articula todo o grupo do Estado, todo o secretariado, para que a gente possa resolver”, afirma Clara Pinheiro.
Inspirado em experiências de urbanismo social e retomada territorial, o projeto busca ampliar o acesso a serviços públicos, melhorar a infraestrutura e a qualidade de vida e fortalecer a segurança. Após a implantação nas cinco comunidades de Belo Horizonte, há estudos para expandir a estratégia a outros municípios prioritários.
